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04/02/2020

Depen de Maringá desencadeia 278 operações em 42 unidades prisionais em 2019

A regional de Maringá do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) divulgou, na tarde desta segunda-feira (03/02), o balanço das operações, prisões e apreensões realizadas nas 42 unidades penais subordinadas à coordenação da região noroeste em todo o ano de 2019, entre as de gestão plena do Depen e compartilhada com a Polícia Civil. Ao todo, foram 27 operações integradas e 251 intervenções em penitenciárias e cadeias públicas, ações que resultaram na apreensão de mais de 1,1 mil celulares e acessórios e 40 quilos de maconha. Além disso, os agentes penitenciários ainda fizeram aproximadamente 80 mil procedimentos de revista de entrada pelo bodyscan.
 
“Maringá é um dos pólos econônimos do Paraná e que tem mostrado a sua força e capacidade de crescimento. No âmbito do Departamento Penitenciário, é uma região que abrange cerca de 6,7 mil presos, custodiados em quatro penitenciárias e 38 cadeias públicas”, destacou o secretário da Segurança Pública, coronel Romulo Marinho Soares. À esta coordenação regional competem: Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), Casa de Custódia de Maringá (CCM), Colônia Penal e Industrial de Maringá (CPIM) e a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO), além de 19 Cadeias Públicas na região da Vara de Execução Penal de Maringá e outras 19 da Vara de Cruzeiro do Oeste.
 
Além dos agentes penitenciários e de cadeia, a região conta com o Grupo de Segurança Interna (GSI), que atua armado no interior das unidades prisionais, desde 2018, fazendo uso de técnicas menos que letais. Há ainda o Setor de Operações Especiais (SOE), que é o grupo de elite da instituição, composto por agentes penitenciários especializados em situações críticas em ambientes penais, como motins e rebeliões, e ocorrências de alto risco, e o Circuito Fechado de TV (CFTV), responsável pelos diversos sistemas de monitoramento externo no Complexo Penitenciário de Maringá e na PECO.
 
"Neste ano que passou, obtivemos grandes avanços nas unidades prisionais da Regional de Maringá graças ao comprometimento dos agentes penitenciários e de nossas lideranças e gestores, tanto das unidades prisionais como dos grupos especializados. O resultado, principalmente para a nossa região, foi de um ano sem ocorrências graves”, enalteceu o diretor geral do Depen, Francisco Alberto Caricati.
 
Em 2019, algumas unidades passaram por projetos como o de implantação de unidades reclassificadas pelo perfil dos presos, o tratamento penal de progressão e, também, durante as movimentações de presos de forma segura. “Além disso, houve sempre pronta resposta técnica e pacificação nos estabelecimentos prisionais, por meio de investimentos do Governo e apoio da direção do Depen aos servidores. Tudo isso resultou em um ano sem ocorrências graves e possibilitou grandes resultados para a segurança pública na região noroeste do Paraná", destacou o coordenador da região de Maringá, Luciano Brito.
 
APREENSÕES - Em um ano de muita evolução para o sistema penitenciário paranaense, com trabalho integrado e oferta de diversos cursos, teóricos e práticos, também houve muitas apreensões. A atuação integrada entre o Setor de Operações Especiais (SOE), o Grupo de Segurança Interna (GSI) e o Circuito Fechado de TV (CFTV), responsável pela segurança externa das unidades, fez que com que fossem apreendidos 1.153 celulares e acessórios; 90 estoques e 35 facas, brocas e serras, além de centenas de materiais ilícitos ou que serviriam para uma tentativa de fuga.

Além disso, os agentes penitenciários apreenderam 40,6 quilos de maconha, 1,5 quilo de cocaína e 1,2 quilo de fumo, além de autuarem 65 presos por crimes cometidos dentro do sistema penitenciário e cumprirem 22 mandados de prisão, busca e apreensão. Ações rápidas do SOE, em conjunto com equipes do GSI e do CFTV dos estabelecimentos penais também impediram 42 motins e rebeliões. Nove pessoas foram presas tentando arremessar materiais ilícitos e não permitidos para os internos.

Nos dias 19 de setembro e 04 de outubro de 2019, foram deflagradas operações de intervenção na Cadeia Pública de Umuarama, com o objetivo de frustrar a fuga de presos com uso de explosivos. Além de agentes penitenciários do Depen, participaram da ação policiais militares e civis. No primeiro caso, o artefato foi explodido em um campo de futebol próximo à unidade e, em outubro, o material foi apreendido pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE), da PMPR, para posterior análise e investigação das forças de segurança.

BODYSCAN - No ano de 2019, foram feitos 80.011 procedimentos de revistas com o uso dos Body Scans. Deste total, 2,9 mil imagens captadas apresentaram suspeita de irregularidades, o que se comprovou em 155 casos, que resultaram no encaminhamento de 36 pessoas à delegacia (por terem sido flagradas tentando ingressar nas unidades com drogas ou celulares) na sanção administrativa e suspensão de permissão de visita de outras 119 (por tentarem entrar com fumo e outros ilícitos).

Desde março de 2018, unidades prisionais do Paraná contam com Body Scans, aparelhos de escaneamento corporal que foram instalados com objetivo de acabar com a revista vexatória de visitantes e melhorar a efetividade nos procedimentos de revistas de pessoas. “Notadamente, resultou no aumento de apreensões de materiais ilícitos e na prisão em flagrante de pessoas que tentam adentrar as unidades penais introduzindo ilícitos nas partes íntimas”, ressaltou Brito.

SOE - Criado em 2015 e composto por agentes penitenciários especializados em situações críticas em estabelecimentos prisionais como motins e rebeliões e ocorrências de alto risco, o SOE de Maringá faz parte da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária e de Cooperação Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuando em conjunto com agentes do Setor de Operações Especiais de Piraquara, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.

Em 2019, as equipes deram apoio à intervenção federal nos sistemas penitenciários de Roraima, Amazonas e Pará, além de terem apoiado com a segurança de escoltas aéreas do DEPEN Federal de presos para o Sistema Penitenciário Federal e de presos dos estados de Minas Gerais e Pernambuco. No Paraná, o SOE atua de forma integrada em diversas ações do GAECO, da Polícia Civil (especialmente da Denarc) e da Polícia Militar (mais especificamente, com o Batalhão de Operações Especiais - BOPE e com o 4º BPM).

GSI - Os Grupos de Segurança Interna das penitenciárias da regional de Maringá foram implantados em 2018, armado, no interior das unidades prisionais. “São recentes, mas já apresentam resultados bastante exitosos. Eles fazem uso de técnicas menos que letais, acompanhando todas as movimentações internas de presos e em operações desencadeadas pelo SOE”, afirmou o coordenador da região.
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